Em notícia do site de notícias g1, escrita pela jornalista Anna Júlia Steckelberg, é fake a informação de que a BYD contratou 10 mil chineses para formar uma “cidade” em Camaçari.
Nos últimos dias, vídeos e publicações nas redes sociais passaram a afirmar que a instalação do complexo industrial da empresa no município envolveria a chegada em massa de trabalhadores chineses ao Brasil. Em algumas dessas postagens, a alegação é de que cerca de 10 mil estrangeiros estariam sendo trazidos para ocupar empregos e até formar uma espécie de “cidade chinesa” na região.
No entanto, a informação não é verdadeira e surgiu a partir da distorção de dados reais sobre o projeto.
De acordo com a empresa e o governo da Bahia, não existe qualquer previsão de envio massivo de trabalhadores estrangeiros. A prioridade, segundo os órgãos oficiais, é a contratação de mão de obra brasileira, principalmente de moradores da região.
Atualmente, o complexo industrial já conta com milhares de trabalhadores, sendo a grande maioria brasileiros, incluindo funcionários diretos e trabalhadores das obras.
O número de 10 mil, que tem sido compartilhado nas redes sociais, na verdade se refere à estimativa total de empregos que devem ser gerados pelo projeto até 2026 — e não à quantidade de trabalhadores chineses.
A BYD também esclareceu que a presença de profissionais estrangeiros ocorre de forma pontual, especialmente técnicos e especialistas envolvidos na implantação e transferência de tecnologia, algo comum em projetos industriais desse porte.
Outro ponto que gerou confusão foram imagens de grandes estruturas em construção, que circulam nas redes como se fossem parte de uma “cidade chinesa”. Segundo a empresa, esses espaços são alojamentos utilizados por trabalhadores das obras, planejados para atender profissionais — principalmente brasileiros — durante a fase de construção.
O que de fato está sendo implantado em Camaçari é um grande complexo industrial no local onde funcionava a antiga fábrica da Ford, com previsão de gerar milhares de empregos diretos e indiretos nos próximos anos.












